Politicamente, Inês tá morta!?

Parana Divulga Foz do Iguaçu, Oeste, Paraná

Não se trata aqui de um dos versos do grande poeta português Luis de Camões com a sua grande obra “Os Lusíadas”, tão pouco do Rei Pedro I que eternizou a sua amada e a fez sua rainha depois de morta a bela Inês de Castro. A nossa Inês em voga, não nos trás nada lírico e tão pouco romântico para a bela e hoje esculachada politicamente nos últimos meses pela política a cidade de Foz do Iguaçu. O Iguaçuense quando escolheu seus mandatários no último pleito eleitoral, foi para eliminar de vez esta bela cidade dos noticiários policialescos. Seus moradores queriam tirar a cidade dos holofotes do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e fazer dela uma cidade onde se meteram todos os bandidos que sucatearam ela na cadeia.

Mas...a conta não fechou. Um médico que segundo informações, ganhava “honestamente” entre R$ 60 a R$ 70 mil mês se aventura a entrar na política e depois de ser eleito da forma que foi, percebeu tempos depois que a conta não fechava, já que ele iria ganhar um miserável salário de R$ 10 mil como vereador e que necessitava de uma renda extra para não cair o seu padrão de vida. Isto já é uma grande afronta a inteligência de quem votou nele, pois com certeza não ganham nem 30% deste pobre  médico que se aventurou na politica.

Pera ai, mas onde entra a nossa personagem Inês? O pobre médico que se endividou durante a campanha necessitava de uma “rendinha extra” né, colocou o seu plano em ação. Foi este plano que fez hoje a prefeitura entrar em buxixo e o prefeito Chico Brasileiro (sobre nome sugestivo, haja visto muitos deles comemorando a decisão do Lula hoje nos tribunais) a se reunir com os "parças” para saberem o que fazer com a sua Inês.

Pois bem Chico Brasileiro, afaste-a do cargo para que ela se defenda, para o próprio bem dela, mostre a Foz do Iguaçu que o seu governo não vai tolerar mais falcatruas dentro do leito do seu governo, Foz exige isto do seu mandatário. Não se trata aqui de persegui-la senhor prefeito, trata-se de moral. Não perpassa aqui chama-la de imoral, longe disto, passa pelo principio da obviedade que a cidade não tolera mais tais descabidos, a cidade é maior Chico Brasileiro. O gesto de afastá-la (em outros governos sérios em países sérios, ela seria exonerada) mostra-lhe o quanto a sua Inês é amada por todos que compõe o seu governo, tal silêncio absurdo de seu governo. Se ela no leito da justiça provar a sua inocência, mostre para Foz que o seu governo é forte e teve coragem em combater a corrupção, recontratando-a. Mas vendo as acusações que recaí sobre a sua Inês, ficaria muito difícil Camões ou mesmo Pedro I, morrer de amores por ela! Mas será mesmo que a Inês tá morta!?