Vereadores aprovam empréstimo de R$ 120 milhões para restaurar ruas de Curitiba

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Os vereadores aprovaram, nesta terça-feira, 28, por unanimidade e em primeiro turno, empréstimo de R$ 120 milhões do município para pavimentação da malha viária em Curitiba.

Os recursos serão financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Cada instituição financeira emprestará metade do valor total (50%) transferido aos cofres da Prefeitura de Curitiba.

Os projetos dos empréstimos retornam à pauta da Câmara de Vereadores nesta quarta (29) para análise em segundo turnos.

Sobre os pedidos de urgência, o líder do prefeito Rafael Greca, vereador Pier Petruzziello (PTB), explicou que, no caso dos R$ 60 milhões do Banco do Brasil, há a necessidade de enviar até 30 de novembro a documentação do Município – que inclui a existência de lei autorizativa do Legislativo para a operação de crédito. “É condição imprescindível à análise da proposta”, disse o parlamentar.

Segundo Pier, o mesmo caso refere-se ao financiamento programado com a Caixa Econômica. O prazo para apresentação da documentação no banco, entretanto, segue até 31 de dezembro como data limite, ccom a documentação reunida e a concordância da Secretaria do Tesouro Nacional para o empréstimo.

As duas proposições têm a mesma justificativa, assinada pelo prefeito Rafael Greca. “A malha viária de Curitiba possui uma extensão de 4.515 km. Cerca de 93,9% é coberta por pavimento alternativo, por asfalto, concreto e outras modalidades, cujas intervenções para conservação e ampliação devem ser permanentes. No entanto, 6,10% dessa extensão, o que representa 275 km, localizada principalmente em loteamentos e áreas de interesse social, possui apenas tratamento em saibro”, apontam os documentos.

Apoio parlamentar – Vários parlamentares elogiaram a iniciativa para a tomada do empréstimo.

“É uma demanda frequentemente apresentada nas audiências públicas. O prefeito vai ao encontro dos anseios da população”, disse Mauro Ignácio (PSB), que ainda comparou à ação a falta de atitude administrativa da gestão anterior, do ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT). “Ficou (Fruet) muito na teoria”.

“Em onze meses, o (prefeito) que está aí (Rafael Greca) está fazendo o que o outro (Gustavo Fruet), em quatro anos, não fez. Ou não sabia fazer”, acrescentou Rogerio Campos (PSC).

“Estamos ajudando a governar Curitiba, mas queremos atenção nos bairros também”, completou o vereador do PSC, num comentário frequente em plenário.

“Para nós, vereadores, está melhor a relação com a comunidade”, reconheceu Oscalino do Povo (Pode). Maria Manfron (PP) disse que, no bairro de Santa Felicidade, já se ouve as pessoas elogiarem as obras de asfaltamento. Ela e Osias Moraes (PRB) usaram a mesma expressão para se referir ao arruamento antes das obras: “estava abandonado”, disseram.

Jairo Marcelino (PSD) destacou ainda o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, Eduardo Pimentel, a quem elogiou. “Desde que assumiu não passou um dia sem trabalhar e sem correr a cidade”, disse. Também elogiaram as medidas para asfaltar a cidade Sabino Picolo (DEM), Geovane Fernandes (PTB), Mauro Bobato (Pode) e Bruno Pessuti (PSD).