Xangô e Justiça em Foz

Parana Divulga Foz do Iguaçu, Oeste, Paraná

No universo holístico dos orixás, Xangô rege 2018 com a mão pesada da Justiça. A Justiça prevalece para todos, não importa a origem ou as condições sociais. Perante Xangô, todos são julgados com justiça e força. Quem não deve, não teme. Mas quem deve ou aprontou, vai colher frutos das próprias ações e dos pecados. É a Lei de Xangô.

A Lei de Xangô caminha, quase sempre, em consonância à Lei dos Homens. Essa mesma lei, ainda no mês de janeiro deste ano, já caiu sob agentes públicos e políticos em Foz do Iguaçu. Com machados da Justiça em punho, Xangô desferiu golpes assertivos para evidenciar novos casos de corrupção em Foz, em um ano de correções, ajustes e cobranças da lei e da sociedade.

Na última terça-feira, 16, a oitava fase da Operação Pecúlio, batizada de “Renitência”, cumpriu seis mandados de prisão. Destes, três temporários e outros três preventivos. A operação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão.

No ano de Xangô, as investigações da PF acusam o vereador Dr. Brito, do Patriota, como líder e o principal beneficiário de esquema de criminoso de supostas fraudes em licitações na área da saúde. Segundo o procurador Alexandre Porciúncula, Dr. Brito é o líder e o principal beneficiário do esquema criminoso na Fundação Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu.

“Ele é pré-candidato a deputado estadual e visava angariar dinheiro para a campanha”, destacou ao apontar o servidor e assessor de imprensa do vereador, José Reis, conhecido como Cazuza, como o mentor intelectual.

Dois mil e dezoito nem bem começou e a mão pesada de Xangô começa a evidenciar os fatos. Dentre os mandatos de prisão, suspeita-se quanto ao pedido de condução coercitiva a uma agente/operadora da alta cúpula da atual gestão, levada pela Polícia Federal, nos meandros da operação, para prestar esclarecimentos sobre o possível envolvimento no esquema de corrupção.

A imprensa, nada divulgou e a Justiça, ainda não confirmou o fato, sobretudo porque, pelo atual entendimento, esta medida teria sido coibida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. Contudo, existem suspeitas, desde 2016, de coparticipação em casos de improbidade e mediação de acordos ilícitos na carente e deficitária área da saúde em Foz do Iguaçu.

Em ano de Xangô, se verdadeiros, os fatos serão, certamente, comprovados e evidenciados à população, assim como a atual realidade socioeconômica de Foz do Iguaçu, recentemente desqualificada por indicadores negativos apontados por institutos como a Endeavor Brasil e o Datafolha.

Apesar da boa imagem apresentada na área de turismo, Foz sucumbe, de acordo com as pesquisas, à falta de gestão estratégica e aos baixos níveis de empreendedorismo.