Zona Franca vai revolucionar economia de Foz, analisa Mansur

O coordenador regional da Casa Civil no oeste do Paraná, Phelipe Mansur, destacou nesta quinta-feira, 30, a importância da aprovação do projeto que cria a Zona Franca em Foz do Iguaçu, para impulsionar o desenvolvimento social e revolucionar vários setores da economia do município.

“Eu apoio a iniciativa da Zona Franca por entender que Foz precisa de um regime tributário diferenciado para se desenvolver e competir com nossos vizinhos Paraguai e Argentina”, disse ao comentar, no facebook, matéria publicada no jornal diário Gazeta do Iguaçu.

Revolução - Mansur avalia que a iniciativa, caso aprovada, revolucionará a economia de Foz do Iguaçu. “Gerando dezenas de milhares de dezenas de empregos formais” destacou Mansur.

“Eu apoio (a Zona Franca) por saber que, sem gerarmos ao menos 30 mil novos empregos formais, não conseguiremos chegar ao ritmo de desenvolvimento econômico que estão vivendo, por exemplo, Cascavel, Toledo e Medianeira”, comparou o coordenador regional da Casa Civil.

Mobilização - Para Phelipe Mansur, a população precisa se mobilizar em torno da iniciativa porque a Zona Franca tem potencial para mudar, por completo, a realidade econômica do município.

“Ao longo dos últimos anos, nossa economia desacelerou, a renda parou de crescer e as grandes oportunidades de emprego estão indo embora de Foz. Tudo isso porque vivemos uma crise de ciclo econômico”, disse.

E destacou Mansur: “O panorama da economia regional não vem sendo favorável à Foz por alguns fatores, entre eles a falta de competitividade de nossa cidade com nossos vizinhos Paraguai e Argentina, o que gera uma grande fuga de capital que enfraquece o comércio e a prestação de serviços iguaçuenses”.

Estudo econômico – Phelipe Mansur destacou ainda o trabalho desenvolvido pela equipe de técnicos e especialistas dele sobre a realidade socioeconômica de Foz do Iguaçu. “Quem acompanha meu trabalho sabe que, nos últimos anos, venho realizando com minha equipe um estudo sobre a economia da cidade, que não tem apresentado números favoráveis sobre nossa situação”, disse.

“Alguns críticos de nossas posições dizem que estamos apenas apontando problemas, e não soluções, mas a questão é que nosso estudo ainda não está totalmente concluído. Em breve vamos começar a apresentar nossas soluções de modo consistente”, complementou no facebook.

Análise potencial - Sobre a publicação no jornal (Gazeta do Iguaçu) divulgada nesta quinta-feira, Mansur fez uma análise do caso.

“Mas hoje saiu na Gazetinha uma matéria que vai de encontro com o que Foz precisa: o projeto de uma Zona Franca para a nossa cidade. Talvez o povo não tenha esperança que ele vai avançar ou não consiga entender o potencial de tal iniciativa para a cidade, mas se ele for aprovado, por exemplo, nos moldes com que funciona a Zona França em Manaus, ele mudará a economia de Foz (e da região Oeste do Paraná) para sempre”, disse.

Para Mansur, a Zona Franca atrairá investidores e setores da indústria brasileira para a cidade. “Não mais falaremos em crise de ciclo econômico, pois a indústria brasileira toda terá interesse em investir em Foz, o que trará centenas de milhões de reais em investimentos privados para cá. Aí então, a cidade irá entender o que temos dito: o quanto faz falta uma indústria forte em nossa cidade”.

Apoio político - O projeto, ainda na visão de Phelipe Mansur, avançará com o apoio de lideranças políticas. “Também é importante notar a importância de a cidade ter uma forte representação política em Curitiba (deputados estaduais) e Brasília (deputados federais)”, disse.

“Nesse caso, se não fosse o esforço do deputado Giacobo (Fernando, do PR), o projeto não estaria andando. E Foz, por suas características, depende mais que as outras cidades de decisões do Estado e da União. Então, quanto mais gente houver nos centros de poder lutando por Foz, é melhor para a cidade”, concluiu.