48,3% dos brasileiros discordam que “bandido bom seja bandido morto”

Mesmo farta das estatísticas policiais, cada dia menos favoráveis às chamadas pessoas de bem, a maioria da população brasileira que tem opinião formada sobre o tema discorda da tese defendida por muitos de que o cemitério é um lugar mais adequado que a prisão para quem opta pelo submundo do crime.

Foi o que apontou levantamento do instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 2.258 pessoas de 194 municípios de todos os Estados brasileiros. Com grau de confiabilidade de 95%, a pesquisa apurou que 48,3% discordam que “bandido bom é bandido morto”, contra 43,9% que concordam – os 7,8% restantes não se posicionaram sobre o tema.

A região Nordeste se destacou com maior porcentagem entre os que concordam com a frase (45,7%), enquanto a região Sul teve a maior parcela dos que discordam (53,2%).

AÇÃO DA PM

Para 55,9% dos entrevistados a Polícia Militar não é uma corporação violenta. Na região Centro-Oeste o percentual sobe para 59%. O índice é maior entre os entrevistados com Ensino Fundamental completo (62%) e menor entre aqueles que têm diploma superior (48%).

Por faixa etária, a população entre 45 e 59 anos é a que mais confia na conduta correta da PM brasileira (61,2%). Entre os jovens de 16 a 24 anos, 41,9% fazem o mesmo julgamento. Por gênero, 57,7% dos homens não avaliam a força de segurança como violenta, pensamento compartilhado por 54,4% das mulheres.

Na média, quase quatro em cada dez brasileiros (38,1%) consideram a PM violenta. O percentual é maior na região Nordeste, onde 39,3% das pessoas dividem a mesma opinião. Outros 6% da população não soube responder ou não opinou.