É preciso melhorar o ambiente para o investimento produtivo e não piorar como propõe MP 777, afirma Kaefer

Diferente do que tem sido veiculado na imprensa, o deputado Alfredo Kaefer não quer aumentar juros, mas sim ampliar o período de transição na substituição da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) pela TLP (Taxa de Longo Prazo). Esse é objetivo proposto na emenda apresentada pelo parlamentar que tem como objetivo a suavização dos efeitos indesejáveis da medida prevista na MP 777/2017 do governo federal.
“Dessa forma, a mudança das taxas de juros do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) será realizada quando as bases do crescimento da economia brasileira forem mais favoráveis, considerando que a recuperação da atividade está sendo bastante lenta porque o país passa por uma das maiores crises de sua história”, disse.
Membro da comissão mista que examina a MP 777, Kaefer explica que com a queda acumulada do PIB (Produto Interno Bruto) desde o início da recessão, existem hoje mais de 14 milhões de desempregados, e citou alguns dos principais efeitos que poderão ocorrer, caso a MP seja aprovada nos termos apresentados, cujo impacto final será a redução dos níveis de investimentos na economia.
Kaefer afirma que pode haver a desestabilização do ambiente para investimento no curto prazo; Elevação dos custos de financiamento das linhas do BNDES; Aumento da incerteza para as decisões de investimento devido à elevada volatilidade da TLP e incerteza sobre a inflação futura; Perda da capacidade do BNDES fomentar o investimento em contextos de crise; Fragilização financeira do BNDES e, consequentemente, a redução de sua capacidade de financiamento da economia.
Para o deputado, se instituída, a TLP implicará em significativo ônus à economia sem apresentar benefícios, e é “absolutamente necessário melhorar o ambiente para o investimento produtivo, e não piorar”.
“Para que o país volte a crescer, é fundamental que o investimento produtivo se recupere. A difícil situação fiscal em que se encontram os governos de todas as esferas vai limitar gravemente sua capacidade de promover investimentos. A recuperação, portanto, deve vir do setor privado”, destacou Alfredo Kaefer.

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