Foz do Iguaçu está recebendo o maior programa de asfalto e drenagem de sua história

Pedro Rodrigues Sem categoria

Nos últimos dois anos e oito meses, Foz do Iguaçu está recebendo o maior programa de asfalto e drenagem de sua história. Entre 2018 e 2019, foram 425.340,25m² de asfalto,  totalizando 60 quilômetros lineares. Somados, os investimentos chegam a mais de R$ 17 milhões, cifra nunca antes disponibilizada anteriormente para esse fim. “Temos o maior programa de recapeamento de asfalto da história do município, desenvolvido em conjunto com o maior programa de drenagem urbana”, afirma o prefeito Chico Brasileiro.

Só em galerias pluviais, a Prefeitura executou nos últimos dois anos 11,5 mil metros lineares, um número tão expressivo que não havia sido atingido nem na soma dos últimos dez anos anteriores à atual gestão. “Vale lembrar que estão em andamento várias obras de redimensionamento e de construção de pontes para melhorar o escoamento das águas. Essas pontes, com mais de 30 anos de uso, estavam subdimensionadas acarretando alagamentos ao longo do leito de seus rios. Esse investimento, somado às obras de galerias, também em andamento, passa da ordem de R$ 4 milhões. Aos olhos de gestões anteriores, são obras invisíveis”, disse o secretário municipal de Obras, Cezar Furlan.

Segundo a prefeitura, em muitos casos, a rua ainda não recebeu asfalto ou pelo menos uma melhoria porque ainda falta um serviço de drenagem. Em outras, porque a cidade ficou no abandono por muitos anos e, com isso, houve deterioração por todo lado. Por último, porque às vezes não chega a ter asfalto suficiente para atender todo o programa de recapeamento desenvolvido.  

Tapa-buracos
Só as operações tapa-buracos, para resolver problemas emergenciais, exigiram investimentos de R$ 950 mil entre maio de 2017 e novembro de 2019, no meio urbano e rural. No total, a área atendida chega a mais de 4.700 metros quadrados. Nesse custo, não estão incluídos mão de obra, aquisição de maquinários e insumos. O asfalto utilizado nessas operações é produzido na Usina de Asfalto de Foz do Iguaçu, inaugurada em junho do ano passado. A capacidade da usina é de 300 toneladas por dia.

A implantação da usina de asfalto permitiu um avanço nas obras de recape e pavimentação das vias do município. Com asfalto frio, o PMF (pré-misturado a frio), foi atendida, em 2018, uma área de 66.710m², abrangendo os bairros Loteamento Witt, Cidade Nova, Lagoa Dourada, Residencial Libra, Jardim Cláudia, Campos do Iguaçu, Jardim Panorama, Jardim São Paulo, Jardim Paraná, Morumbi, Vila Solidária e Shoab.

Este ano, a área atendida mais do que dobrou. Foram 163.708,96m², nos bairros Portal da Foz, Parque Presidente II, Jardim Lancaster, Campos do Iguaçu, Jardim Ana Cristina, Morumbi e Três Bandeiras. No momento, as equipes estão trabalhando em recape nos bairros Porto Belo e Portal da Foz.
 
Nas áreas rurais do município, foram executados recapes que totalizam áreas de 163.326.98m², na região do Lote Grande. Foram atendidas as seguintes vias rurais: Estrada Paulista, Argemiro Lemos (dois trechos), Itaboraí, Avenida Felipe Wandscheer e Estrada Tambaú.

Com isso, o recape totalizou uma área de 393.746,18m² perfazendo um total de aproximadamente 56,3km de ruas e estradas rurais recapeadas.

Olímpio Rafagnin
A Avenida Olímpio Rafagnin, a chamada “avenida das crateras”, tal a buraqueira que tem por lá, é agora prioridade absoluta do prefeito Chico Brasileiro, depois que a Prefeitura conseguiu que a Justiça permitisse a entrada de máquinas e homens para uma operação emergencial.

A Avenida Olímpio Rafagnin é emblemática da situação que o prefeito  enfrentou e ainda enfrenta em sua gestão, já que recebeu várias obras de avenidas paralisadas e outras em que nada havia sido feito, apesar de contratos assinados. As obras na Olímpio Rafagnin foram paralisadas em 2016, por desacerto entre a Prefeitura e a empreiteira.

O caso foi parar na Justiça e, como havia um impasse, nada podia ser feito na avenida. O último recurso apresentado pela Prefeitura foi aceito pela Justiça, e por isso os topógrafos já passaram por lá, para analisar a “caixa da rua” e calcular onde ficarão os meio-fio delimitadores. Em seguida, será feita uma operação tapa-buracos. No momento que for possível, Chico Brasileiro quer fazer nova licitação da obra, já que a avenida é considerada muito importante para o tráfego local.

Asfalto quente
Com a aquisição de CBUQ (concreto betuminoso a quente), o chamado asfalto quente, que a Usina de Asfalto de Foz não produz, as equipes próprias do município puderam pavimentar várias ruas e avenidas nos últimos dois anos, atendendo os seguintes bairros: Jardim Ipê, Bairro Don Giosepe, Lotemento Cohapar III, Conjunto 1º de Maio, Loteamento Lagoa Dourada, Jardim Vasco da Gama, Pilar Parque Campestre, Jardim Dona Fátima, Jardim Europa e Área Industrial, além da Avenida Andradina e da Rua Edgar Schimmelpffeg.

Somadas as áreas atendidas, chega-se ao total de 161.746.32 m². Em quilômetros lineares, o recapeamento atendeu nada menos que 23,5 km. Para você ter uma ideia do que isso representa, vale lembrar que a BR-469, a Rodovia das Cataratas, tem 19 quilômetros de extensão, entre o trevo da Argentina e o último ponto de visitação nas Cataratas do Iguaçu.

Porto Meira
Nos próximos dias, terão início as obras de pavimentação asfáltica no Jardim das Flores, região do Porto Meira. Nesta etapa, nove ruas serão contempladas, com área superior a 40 mil metros quadrados ou 5,7km lineares: ruas Palometa, Cravos, Jasmins, Orquídeas, Rosas, Girassóis, Ametista, Golfinho e Ágata.

O investimento aproximado é da ordem de R$ 2 milhões e a previsão é que os trabalhos sejam concluídos em até 90 dias.

Nunca antes
Em 2018 e 2019, houve contratos para o atendimento de 425.340,25m² no município, totalizando 60 quilômetros lineares. Somados, os investimentos chegam a mais de R$ 17 milhões, cifra nunca antes disponibilizada anteriormente  para esse fim.

Para as obras programadas para o ano que vem, será necessário mais asfalto a quente. O prefeito disse que já está praticamente concluída a contratação de mais 20 mil toneladas. Esse tipo de asfalto tem duas vantagens sobre o asfalto frio: pode ser usado em avenidas com intensa passagem de veículos e a liberação da pista é mais rápida.

Drenagem
Os serviços de drenagem desenvolvidos em Foz do Iguaçu são outro orgulho de Chico Brasileiro, que faz questão de afirmar: “Em dois anos e oito meses (de sua gestão), já fizemos mais que nos dez anos anteriores”.

No total, foram implantados 11,5 mil de galerias pluviais. Os trabalhos incluem a construção de cinco pontes em diversos bairros, galerias pluviais (já mencionadas) e a implantação de jardins de chuva nas avenidas Silvio Américo Sasdelli e Carlos Gomes. Jardins de chuva são áreas plantadas, abaixo do nível das calçadas e pistas, que captam e infiltram a água da chuva, evitando que se formem alagamentos.

Na semana passada, houve uma chuva muito forte, calculada entre 58 e 70 milímetros, e apesar da intensidade, não houve registro nos tradicionais pontos de alagamento.