Cidades Foz do Iguaçu

Operação "Heavy Metal" apreende cerca de meia tonelada de fiação sem comprovação de procedência

O trabalho da Ação Integração de Fiscalização Urbana (AIFU) está sendo realizado em todas as regiões da cidade para coibir a ação de criminosos

04/08/2021 17h29 Atualizada há 2 meses
Por: Redação
Welyton Manoel/PMFI
Welyton Manoel/PMFI

Na terça-feira (03), forças de segurança de Foz do Iguaçu deram início à Operação “Heavy Metal”, para averiguar barracões de reciclagem em Foz do Iguaçu suspeitos de receptação de fiações furtadas, como o cobre. Em um dos locais vistoriados, na região do Porto Meira, foi encontrada cerca de meia tonelada de fiação sem comprovação de origem. 

O material foi apreendido e encaminhado para o pátio de máquinas da Prefeitura, onde será periciado por técnicos da Diretoria de Iluminação Pública. Caso os proprietários não comprovem a origem dos materiais e não apresentem a nota fiscal de compra, o material continuará retido, e os responsáveis estão sujeitos a multa de R$ 91 mil. 

A Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), composta por integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Secretaria Municipal da Fazenda, verificou ainda outros locais que vinham sendo monitorados pela polícia em diversas regiões da cidade, como a Vila Portes, Jardim Canadá, Morumbi e Porto Belo. 

“Começamos hoje uma operação para alertar a quem comete esse tipo de delito que está havendo fiscalização. Visamos o combate à receptação e o furto desses materiais, pois é um problema que atinge cada vez mais a cidade”, relatou o segundo tenente da Polícia Militar, Wagner Oliveira. 

Conscientização

Segundo Pedro Rodrigues, diretor de Iluminação Pública, o furto de fiações gera um problema recorrente para o município. De acordo com ele, a média de despesas para repor a fiação da iluminação pública chega a cerca de R$ 20 mil por mês. 

“Estamos falando de um valor que poderia ser reutilizado em outros serviços importantes, mas infelizmente é usado para reconstruir os espaços públicos por conta desses furtos. Isso prejudica toda a sociedade”, pontuou. 

Marcos Roberto Pereira, chefe da Divisão de Fiscalização de Licenças, reforça o pedido para que os empresários do setor verifiquem sempre a procedência dos materiais antes de comprá-los.

“Sabemos que a pandemia afetou muitos desses empresários, mas mesmo assim é muito importante que todos eles estejam atentos e não contribuam para esse mercado irregular. Se não tiver a demanda de compra, teremos cada vez mais diminuição nos casos de roubo. Contamos com esse apoio”, pediu.