Paulo Bernardo escapa de perder cidadania em Curitiba

A vereadora Katia Dittrich (SD) apresentou projeto para revogar a cidadania honorária do ex-ministro Paulo Bernardo (PT), aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba em 2007. A proposta, porém, foi devolvida a ela pela comissão de Educação da Casa. O relator, vereador Marcos Vieira (PDT), argumentou que qualquer medida nesse sentido só deveria ser tomada após a condenação do homenageado pela Justiça, “em respeito ao princípio da presunção da inocência”. As informações são do Bem Paraná.

Bernardo, marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT), foi preso no dia 23 de junho de 2016 em operação da Polícia Federal batizada de “Custo Brasil”, que investiga o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática pela empresa Consist no valor de R$ 100 milhões, entre os anos de 2010 e 2015, a pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos ligados ao Ministério do Planejamento. A comissão aprovou o parecer do relator, para quem a revogação da honraria ao ex-ministro antes do julgamento poderia resultar em um “perigoso precedente” contra outros homenageados.


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